Horticultura Irrigada

O curso de Mestrado em Horticultura Irrigada, localizado no Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS), Juazeiro-BA foi concebido no final da década de 1990, porém, não conseguiu aprovação devido à falta de infraestrutura e qualificação de professores na época, uma situação que era corrente nos diversos Departamentos da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Em 2002, a questão do curso foi retomada por alguns professores doutores do Departamento e, nessa altura, com a participação de um professor ad hoc informal da Universidade Estadual Paulista de Botucatu (UNESP-Botucatu) que tinha boa experiência junto a CAPES como assessor. Todos os pontos fracos foram considerados junto à Diretoria do Departamento e Reitoria da época e se tratou de remover os obstáculos existentes.

Inicialmente se considerou a grande necessidade de aumentar a massa crítica de professores que pudessem colaborar com o programa e, nesse contexto, foi feito um convênio entre a UNEB e a UNESP-Botucatu para a formação, ao nível de doutorado, de oito professores, sendo seis do DTCS e dois da Embrapa Semiárido, com aulas presenciais ministradas nesse Departamento e elaboração de teses relevantes para a agricultura irrigada do polo de produção de Juazeiro-BA e Petrolina-PE. Durante esse período foi de grande significado para a construção de um modo de operação que é muito relevante para a criação de ambientes de pós-graduação stricto sensu, pois os professores se dedicaram de modo muito aplicado às atividades do doutorado e, isso causou um grande impacto para os demais professores e, sobretudo para os estudantes que começaram a observar uma grande dedicação dos professores aos estudos e ao desenvolvimento das atividades de tese. Inclusive, foi nessa época que os professores se deram conta de que as condições de executar pesquisa no Departamento já permitiam a execução de muitas pesquisas relevantes, um fato que não era visto pelos mesmos, pois todas as atividades de pesquisa que eram imaginadas no DTCS, sempre eram pensadas para serem executadas na Embrapa Semiárido que dispunha de uma boa infraestrutura de pesquisa. Todas as teses foram desenvolvidas com sucesso, inclusive contando com a participação de alguns agricultores onde algumas pesquisas foram conduzidas.